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Compras inteligentes21 de outubro de 20267 min de leitura

Componentes eletrónicos da China: como recebê-los depressa

Componentes eletrónicos da China: como recebê-los depressa

Encomendar no AliExpress ou a um fornecedor chinês significa muitas vezes uma a três semanas de espera, e na União Europeia, desde 1 de julho de 2026, soma-se ao IVA um direito fixo de 3 €. Para um protótipo, uma reparação ou um projeto que não pode esperar, há outro caminho: um viajante que regressa de Shenzhen ou Hong Kong com as suas peças na mala. Veja como funciona e o que precisa de saber.

Porque é que encomendar da China custa mais do que antes

Desde julho de 2021, na UE paga-se IVA desde o primeiro euro nas compras vindas de fora. E desde 1 de julho de 2026, a isenção de direitos aduaneiros abaixo de 150 € foi substituída por um direito fixo de 3 € por categoria de artigo em cada encomenda: uma encomenda com três tipos de produtos paga 9 €. Este regime está previsto pelo menos até julho de 2028.

Para um saquinho de resistências de 2 €, o direito pesa mais do que o produto. E os prazos não mudaram: para uma peça de que precisa esta semana, o correio não chega a tempo.

Onde os viajantes compram: Shenzhen e Hong Kong

Huaqiangbei, em Shenzhen, é um dos maiores mercados de eletrónica do mundo: componentes, módulos, ecrãs, sensores, cabos, quase tudo se encontra lá, muitas vezes à unidade. Segundo a televisão pública chinesa, mais de 7000 visitantes estrangeiros passam por lá todos os dias, e muitos chegam com a mala vazia.

Hong Kong, logo do outro lado da fronteira, não tem imposto sobre vendas, e os seus mercados de eletrónica, como o de Sham Shui Po, são fáceis de percorrer. Os cidadãos de 46 países, entre os quais Portugal, França, Espanha, Alemanha e Brasil, podem entrar na China sem visto por 30 dias pelo menos até 31 de dezembro de 2026: há muitos viajantes nestas rotas.

Como pedir que lhe tragam as peças

Na Colia, publica um pedido de compra: referências exatas (fabricante, número da peça, quantidade), ligação para o produto se a tiver, cidade de chegada e data limite. Um viajante que regressa de Shenzhen ou Hong Kong propõe-lhe um acordo, compra as peças e entrega-lhas em mão.

Seja preciso: um número de peça vale mais do que uma fotografia, e uma alternativa aceitável evita uma compra falhada. Numa compra, a recompensa nunca desce abaixo de 10 % do preço, com um mínimo de 5 €.

As regras a cumprir

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Baterias de lítio

Baterias sobressalentes, powerbanks e módulos com bateria viajam só na cabine, dentro dos limites da companhia. Nunca no porão.

📦

Quantidades razoáveis

Uma quantidade que pareça stock para revenda pode ser tratada como importação comercial pela alfândega.

🛃

A declaração

Acima da franquia do viajante (430 € por avião na UE), a mercadoria declara-se, e um objeto transportado para outra pessoa pode ter de ser declarado em qualquer caso.

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Nada de contrafações

Componentes reciclados vendidos como novos, produtos de marca copiados: a apreensão e a coima recaem sobre quem os transporta.

Para quem é mais útil

Compensa sobretudo onde os prazos postais são longos e os impostos de importação elevados: em África, no Magrebe, no Médio Oriente e em boa parte da América Latina, mas também na Europa para as urgências. Os voos de Shenzhen, Hong Kong ou Cantão chegam à maioria destes destinos diretamente ou com uma escala.

Se precisa de peças com frequência, siga os viajantes que fazem a rota regularmente: será avisado das suas próximas viagens.

Veja o que pode ir numa mala, artigo a artigo

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Precisa de peças de Shenzhen?

Publique o seu pedido na Colia e encontre um viajante que regressa da China.